quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

O silêncio cínico a favor de Renan Calheiros


Jânio de Freitas, uma voz a ser ouvida

Publiquei aqui - no dia 21 de janeiro passado - um texto sobre a ameaça que representa a candidatura de Renan Calheiros à presidência do Senado. Será, a meu ver, a vitória do cinismo e do deboche. O achincalhe da República.

No entanto, acompanhando pela imprensa, não se vê ou ouve reações a tal candidatura, salvo manifestações promovidas por Cristovam Buarque (PDT), Pedro Taques (PDT), Randolfe Rodrigues (PSOL) e o peemedebista Jarbas Vasconcelos. Mas, infelizmente, estão lembrando um exército de Brancaleone e, segundo circula em Brasília, esse grupo já desistiu de lançar uma candidatura contra Renan e se confessa derrotado pela tropa governista e da "base", que apoia o retorno de Renan.

Fora, portanto, algumas vozes de protesto, o silêncio em torno da questão é ensurdecedor.

Não é diferente na chamada grande imprensa - seja ela a chapa branca, financiada e que diz sim ao governo, seja ela da turma que se diz do contra. Um grande silêncio.

Hoje, aliviado, encontro o artigo do digno jornalista, sempre brilhante e competente, Jânio de Freitas, que ergue sua voz contra essa malfeitoria na qual estão implicados senadores e dirigentes do país. É uma voz respeitável, que o país deveria ouvir. Transcrevo o parágrafo final do artigo:

"Não é preciso refletir muito para admitir que os renans de todos os calibres têm razão. Se fazem o que fazem, são o que são, e têm êxito, aí está a evidência de contarem com consentimento amplo, geral e irrestrito. A indiferença e o silêncio que os acompanham são formas de aprovação. Ou de aplauso, mesmo."

Não há dúvida. É a omissão, o cinismo e o silêncio que matam a democracia brasileira. O pacto dos covardes.

Quem quiser ler a íntegra do texto de Jânio de Freitas, clique aqui



Um comentário:

  1. Guilhermina Cavalli24 de janeiro de 2013 22:00

    Estou com 70 anos. Uma geração que não foi de omissos. Não foi de silenciosos. Talvez não tenhamos ido às armas, como gerações que nos antecederam. Nem por isso lutamos menos. Gritamos menos. Denunciamos menos. Combatemos menos.
    E o que se vê? Não conseguimos mudar o mundo: ele continua imperfeito como sempre. Pior: imperfeições sempre novas, ainda sem antídoto.
    Talvez essa a razão do “silêncio ensurdecedor” das gerações de agora...

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