segunda-feira, 8 de janeiro de 2018
quinta-feira, 28 de dezembro de 2017
Leitora de um livro sem nome
Estacionei o carro e fui fumar um
cigarro sentado num tronco de árvore caído à beira do rio Belém. Era um
daqueles fins de tarde em que pensamos em pensar, sendo que o aconselhável é
não pensar em nada, apenas olhar passarinhos, gatos, cachorros, gente
caminhando. O mundo desfila à beira do rio e não precisa de pensamento. O mundo
apenas está aí.
Foi quando a vi. Uma mulher pequena,
magérrima, enrugada, que vive ali mesmo, na rua que margeia o rio. Ali mora e
ali passa seus dias. Às vezes ri olhando para a copa das árvores, outras vezes
fala sozinha, as voltas com alguma polêmica consigo mesma ou com inimigos
atrozes. Mas tem momentos de sonhos e olhares perdidos. Raramente está de mau
humor. De bom humor, canta com voz aguda e toca uma viola imaginária. Creio que
também exercita essa coisa de esvaziar a cabeça. Não raro, lê. Dobra o livro ao
meio, se enrosca num pano velho e esquece do mundo.
Mal acendi o cigarro, ela largou o
livro, espreguiçou-se, bocejou, e deu uma geral em volta. A sua frente passou um
casal. Ele, gordo. Ela, magra. Ele, bufando. Ela, ajeitando o topete. Metidos
em roupas de grife, tênis faiscando.
Foi quando essa mulher que mora ao lado
do rio Belém, ergueu o braço e disse um largo bom dia teatral aos dois. Um bom
dia brincalhão e amigo. O casal não lhe deu bola. Ela foi ignorada. Eles faiscaram
os tênis no asfalto e se foram. Ele, arfando. Ela, cuidando da pose e do topete.
A mulher sorriu. Levantou-se, indicou a
dupla que não lhe dera bola com um gesto e me brindou com uma imitação
hilariante do casal. Mesmo magra, conseguiu imitar o bundão do homem e seus
passos pesados. Mesmo esfarrapada, reproduziu o esnobismo e o topete da mulher.
Rimos os dois.
Terminado o show, veio me pedir um cigarro.
- Só tenho esse, expliquei.
- Serve.
E tomou o cigarro da minha mão.
Mão esquelética, retorcida, os dedos apontando
em direções desencontradas. Um era torto para um lado, outro era curvado feito
caramujo, outro parecia incapaz de mover-se. De perto parecia ainda mais magra.
Esquelética e enrugada. Um rosto feito de barro ressecado. Mas o sorriso é
franco e direto:
- Brigado, meu anjo – e lá se foi com o
meu cigarro.
Aliás, não foi. Fiz com que parasse,
perguntando:
- O que está lendo?
- Um livro.
- Qual?
- Não sei.
- Não sabe? – e foi minha vez de rir: se
está lendo, como não sabe?
- Não tem capa, ora!
Sugou o cigarro com deleite e me explicou:
- Leio esse livro todo dia. Mas me
esqueço.
- Esquece tudo?
- Quase tudo – e, diante do meu
espanto, emendou: É melhor assim.
- Por quê?
- Continuo lendo sempre, ora! Ou o meu
anjo pensa que tenho grana para comprar outro livro? Leio esse mesmo, pois
esqueci.
Afastou-se e, com o melhor sorriso, gritou:
- Cigarrinho bom, hein? Bom ter grana
pra comprar um cigarrinho assim.
E me piscou um olho maroto:
- Tem sorte, meu anjo.
Sentou-se no pano velho que lhe serve
de residência, apanhou o livro e, após a última tragada no cigarro, retomou a
leitura.
sexta-feira, 17 de novembro de 2017
Como instaurar a paz no condomínio
Fazia
meia hora que ela estava de olhos arregalados, fixos no teto do quarto. De repente
deu um pulo e se agarrou ao ombro do marido:
-
Leontino!
O
marido acordou atordoado.
-
Que foi mulher?!
-
Você está ouvindo?
-
Ouvindo o quê?
-
Esse barulho.
-
É secador de cabelo, mulher.
-
Claro que é secador de cabelo, Leontino.
-
E daí? Quer dizer que o vizinho aí de cima está secando o cabelo.
-
Mas isso está esquisito. Onde já se viu, quinze para as duas da manhã e o
sujeito secando o cabelo!
-
Meu deus do céu, mulher! Me deixe em paz. Quero dormir.
Ele
cobriu a cabeça com o travesseiro. Mas ela continuou atenta.
-
Leontino! Desligaram o secador.
Ele
rosnou, mordendo o travesseiro:
-
Se desligou o secador é por que acabou de secar o cabelo. Então, vamos dormir.
Não me encha mais a paciência.
-
Mas como é que eu posso dormir? Leontino! Leontino! Acorda aí!
-
Por quê?
-
A gente não sabe o que está acontecendo aí nesse apartamento de cima.
-
Mas o que pode ser?
-
Eu acho que hoje é o dia em que ele traz a namorada para o apartamento.
-
Namorada? Que namorada?
-
Você não sabe que ele tem namorada?
-
Não. Não sei.
-
Leontino, se você visse... Essa namorada não é boa bisca.
-
Escuta aqui, Juventina, isso é problema dele. E que história é essa de você falar
em “bisca”? Logo você que frequenta encontros na igreja.
-
Tá, vendo? Deve ser influência da vizinhança. Só isso explica o que eu tenha
usado essa palavra. Más influências.
-
Escuta. Eu quero dormir. O sujeito já secou o cabelo. Não sabemos se a namorada
está lá. O que não é da nossa conta. Portanto, não me chateie, Juventina. Vá
dormir, Juventina!
-
Mas como posso dormir com um problema desses sobre nossas cabeças?
-
Mas que problema?
-
Que tal se ele está lá com a namorada?
-
Pode ser. E daí?
-
Podem estar fazendo alguma coisa.
-
O que ele pode estar fazendo com a namorada? Você já esqueceu?
-
Não, eu não esqueci. Você é que anda esquecido. Quem sabe por isso...
-
Faça-me um favor!
-
Está bem, Leontino. Vou dormir.
Ele
virou para o lado, se enrolou feito um caracol. Ela virou para lado oposto,
montou outro caracol abraçada ao travesseiro. Não levou quinze minutos.
-
Você ouviu, Leontino? Esse barulho. Uma faca caiu no chão!
Ele
sentou-se na cama, colocou o travesseiro entre as pernas e o esmurrou a cada
sílaba do que dizia:
-
E o que nós temos com isso?
-
Você não percebe, Leontino?
-
Não percebo o quê?
-
Crime.
-
Que crime?
-
Ora, com faca são cometidos crimes.
-
Não encha. No máximo ele vai descascar uma laranja.
-
Às duas da madrugada?
-
Claro. Crimes são cometidos à meia noite. Já passou da hora. Durma bem.
Ele
enroscou-se em novo caracol. Silêncio. Passou meia hora. Súbito, do apartamento
de cima veio uma gargalhada, duas gargalhadas, uma sucessão de gargalhadas e de
gritos.
-
Leo?! Leozinho! Você tá acordado?
-
Estou, Juju. Você não me deixa dormir.
Ela
deu uma risadinha:
-
Estou lembrando de umas coisas, Leozinho.
-
Eu também, Jujuzinha.
Os dois enroscaram-se num só caracol e assim reinou a paz no condomínio.
Os dois enroscaram-se num só caracol e assim reinou a paz no condomínio.
terça-feira, 3 de outubro de 2017
Uma biblioteca infinita
![]() |
| Obra de Job Koelewijn, artista holandes |
Certo dia um amigo estranhou
que eu não tivesse lido determinado livro, com o que se encheu de pose diante
na minha ignorância.
Pois dia desses fui à casa
de um novo amigo, o sambista e escritor João Carlos de Freitas e, depois de vencer
uma escada perigosa, digna de um romance policial, me vi numa enorme sala ocupada
por estantes abarrotadas de livros. Eu chegava ao Paraíso, aquele idealizado
por Borges, no qual haveria uma infinita e eterna biblioteca.
Logo percebi que não era
uma biblioteca especializada. As especializadas me dão a impressão daqueles sujeitos
a quem Deus concedeu vários talentos sendo que eles só desenvolveram um deles.
Trata-se de pecado de avareza espiritual. Merecedor da expulsão do Paraíso.
Trocando comentários sobre
os livros que desfilavam nas prateleiras, aqui e ali eu reconhecia um título,
uma edição – algumas delas raras – com aquela ingênua alma de menino que todo
amante de livros deve manter, sem o que não tem graça alguma passar a viva com
o nariz enfiado entre páginas impressas.
E o prazer da degustação:
abrir o livro, avaliar o peso das páginas, examinar a capa, a lombada e sentir,
como aconselhava o escritor e psicanalista Hélio Pelegrino, o cheiro. É pelo
cheiro que ele dizia começar a crítica de um livro. E se ele não dizia
exatamente isso, digo eu: livro bom tem cheiro bom. Papel de livro bom é macio
como o corpo da mulher amada.
Enfim, taras. Cada um tem
a sua.
Mas me perdi. Queria falar
daquele sujeito que se achava o máximo por ter lido certo livro antes de mim.
Pois o grande barato é,
quando se entra numa biblioteca como essa do Freitas, descobrir a quantidade de
livros que ainda não lemos. Estou em dívida com vários Tolstói, diversos
Dostoievski, uma prateleira de Victor Hugo, Faulkner, Hemingway etc. Ao invés
de um sentimento de burrice tomar conta de mim por não ter lido ainda esses
livros, sinto grande alegria: ainda há muito a ler, uma infinidade de livros e
autores que me escaparam vida afora.
Mesmo de Machado de Assis,
cadê que li Memorial de Aires? Pois
é, faz parte da mania. Sempre guardei a leitura desse livro para mais tarde,
como quem guarda um vinho da melhor safra para uma melhor ocasião. Um bom vinho
ou um bom livro merecem datas especiais.
Falar nisso, outra mania: quando
comecei a ler Dom Quixote, me assustou
a ideia de que um dia concluiria a leitura. Isso me parecia uma morte
anunciada. Inventei então um novo método de leitura. Pego esse livro, abro numa
página qualquer e sigo em frente. Leio até onde me der vontade e, súbito, paro.
Recoloco-o na estante e vou cuidar da vida. Um belo dia volto ao Quixote. Ao acaso,
recomeço a leitura, que não acaba jamais. Sempre leio o Quixote e sempre tenho o que ler. Meu método produz uma leitura
infinita tal como o círculo é infinito. Mas, atenção, só as grandes obras – na
cultural ocidental talvez não passem de uma centena – merecem esse tratamento. Essa
cerimônia não é para qualquer uma.
Quanto aos bobocas
competitivos, esqueça. Eles desconhecem o prazer dessa biblioteca inesgotável,
formada por tudo aquilo que ainda não lemos.
segunda-feira, 25 de setembro de 2017
Dois homens felizes na mesa de um bar

Lá
estavam os dois homens na mesa do bar. Um deles se chama Tonin e do outro não
se sabe o nome. Após duas horas e três cervejas, discutiam uma questão simples
mas que já produziu muitas inimizades. Queriam decidir qual deles era o mais
infeliz. Ou o menos feliz.
-
Você é mais feliz, atacou Tonin. Meio destrambelhado, um tanto confuso, mas não
leva desaforo para casa.
-
Você que pensa.
-
Não. Não leva. Rebate na hora. Isso faz bem ao fígado que é o órgão da
felicidade.
-
Deixe de bobagem - comentou o outro – Eu sou daqueles trouxas que nunca sabem
responder de imediato. Às vezes só no dia seguinte me ocorre o que deveria ter
dito a quem me aborreceu. Depois, isso não é critério para decidir quem é mais
infeliz.
-
Não? E qual seria?
-
O peso. A gordura. Você é um gordinho feliz. Uma espécie de Buda sorridente.
Aliás, como todos os gordinhos bem resolvidos.
E
ele explicou que os gordinhos estão sempre na deles, não se agitam, são lentos
e tomam decisões de longo prazo. Um gordinho senta-se à mesa e se alimenta com
prazer, com lentidão. Gordinho apressado é um falso gordinho. É gordinho de
opereta.
-
E você se imagina o quê? Um magro elétrico?
-
Um magro agitado, ansioso, como todos os magros.
O
outro deu uma gargalhada:
-
Como todos os magros! Veja só! Ansioso é um gordinho que nem eu, que ataca o
prato de comida como ele tivesse pernas e fosse fugir.
Os
dois riram.
-
Quer saber de uma coisa? Eu fui mal na profissão, deveria ter tomado outro
rumo.
-
E daí? Eu fui mal na cidade que escolhi para morar. Tenho sofrido feito cão
danado nessa aldeia caipira.
-
E eu que fui mal no casamento? Não conta?
-
Não conta. Todo mundo vai mal no casamento.
Concordaram:
casamento não valia. Assim como time de futebol. Ganha aqui, perde ali. Mais
perde do que ganha.
–
E dinheiro?
-
Que tem o dinheiro?
-
Eu perdi tudo que tinha e não era pouco. Administrei mal, torrei no jogo, nos
vinhos e...
-
Não vale, interrompeu o outro.
-
É verdade.
Aí
um deles pediu a quarta cerveja. Chamou o garçom com um assobio estridente que
fez com que o bar inteiro se virasse para eles.
-
Viu como sou? Desastrado.
-
Isso não é defeito.
-
É defeito de magro.
-
Pode ser. Os gordos não são desastrados.
-
Você não conhece meu pai.
-
Mas conheço os gordos.
Chegou
a quarta cerveja. Um deles, que não era o Tonin, não esperou o garçom colocar a
cerveja nos copos. Pegou a garrafa.
-
Tá vendo? – disse o outro - Ansioso como todos...
-
Não force.
-
Quem de nós dois teve mais sucesso profissional?
-
E o sucesso amoroso?
-
Questão de ordem! Esse amoroso tem cheiro de casamento. Não vale.
-
Amoroso tem cheiro de casamento? Você não entende nada de amor e de casamento.
-
Assim já é demais! Está me ofendendo.
-
Eu? Eu? – indignado, ficou de pé.
Dois
garçons se aproximaram. Um deles, talvez o Tonin, conciliou:
-
Melhor a gente cair fora. Viu o tamanho dos caras?
-
Vi. Ou a gente senta para curtir o porre ou cai fora.
-
Melhor cair fora.
Pagaram
as cervejas, se abraçaram, e saíram do bar às gargalhadas.
Pareciam,
tanto o Tonin quanto o outro, muito felizes.
quinta-feira, 31 de agosto de 2017
Ode à Censura - Walmir Ayala
Walmir Ayala(*)
Ode à Censura
Censuremos a pornografia da fome,
do desemprego,
da indústria da educação.
da propaganda mentirosa.
A pornografia da violência policial,
da tortura,
Das máscaras pré-eleitorais,
dos aumentos do leite e do pão.
A pornografia da irrealidade dos salários do Povo
e da irrealidade dos salários dos que decidem o mesquinho salário do povo.
A pornografia da falta de solidariedade,
da demagogia com pés de lã,
da corrupção oficializada,
do pseudo moralismo despistador.
A pornografia dos linchamentos,
da lentidão da justiça,
do olhovesgo da justiça,
do pedestal vazio da própria justiça.
A pornografia da justiça que se quer feita pelas próprias mãos,
A pornografia do medo, da insegurança,
das comissões que justificam o crime,
do variado preço da "cerveja"
com que se amansa o gato da fiscalização.
A pornografia do símbolo do leão
como carrasco dos que se equilibram perigosamente
na rede milionária dos impostos.
A pornografia da fábrica de mortos,
ou das mortes cinicamente adiadas
nos institutos de previdência social.
A pornografia das ricas reservas de ouro,
minério e petróleo,
caracterizando um país rico infestado de miséria.
Censuremos todas estas pornografias que nos aviltam
não a ingênua pornografia que pelos olhos ou pela imaginação
monta sua máquina monótona
no espaço suplérfluo do nosso sonho.
(*) Walmir Ayala nasceu em Porto Alegre no dia quatro de janeiro de 1933. Faleceu no Rio de Janeiro, onde passou a maior parte de sua vida, em 28 de agosto de 1991. Espírito inquieto e criativo, atuou em várias áreas. Foi poeta, romancista, memorialista, teatrólogo, crítico de arte. Deixou uma obra profunda e extensa, que vem sendo reeditada com alguma frequência.
sexta-feira, 11 de agosto de 2017
Pequena aula de redação - abaixo a tortura

Frequentávamos o chamado
curso científico. Havia no currículo muita matemática, química e física. As
aulas de física eram puxadas, mas um professor nos surpreendeu ao aplicar a primeira
prova mensal. Antes de distribuir as questões, foi ao quadro-negro (era negro,
na época) e lá escreveu todas as fórmulas sobre cálculo de volumes, velocidade,
peso, aceleração que havíamos estudado.
Feito isso, distribuiu
as questões da prova e explicou que no quadro estavam fórmulas que poderíamos aplicar
na solução dos problemas. Nada de decoreba.
- A memória foi feita
para guardar coisas agradáveis, decretou. O importante é raciocinar.
Lembro-me desse
professor sempre que penso nas provas de redação.
O tema é segredo total.
O aluno só irá conhecê-lo na hora da prova. Ora, sabemos que os escritores
jamais escrevem sobre assuntos que não dominam e pelos quais não têm interesse.
Vejamos o caso de um jornalista. Deve conhecer o assunto, precisa ler,
pesquisar, entrevistar, juntar informações. Caso contrário, sua técnica de
redator não funciona.
Em segundo lugar, me horroriza
a solidão absurda em que está o aluno. Ele, uma caneta, uma folha de papel.
Ora, escritores não escrevem assim.
Cito o meu caso por ser
o caso de todos. Escrevo usando um notebook. Sobre coisas que me interessam e
sobre as quais pesquisei em livros ou documentos. E conto com a presença de
dicionários e livros de consulta. E posso acionar a internet para consultar
enciclopédias, verificar datas, ortografia de nomes, nomes de lugares.
É com todos esses
recursos que escritores e jornalistas escrevem. É também com o apoio dessas
armas que professores e acadêmicos redigem teses e preparam aulas.
Já o aluno está abandonado
à própria sorte. Suando frio. Só pode recorrer à sua flagelada memória.
E tem mais. Essas
provas de redação se apegam, por mais que digam o contrário, a duas coisas
secundárias: ortografia e regras gramaticais. Como se isso fosse o mais importante
no domínio da escrita.
Hoje todos nós temos no
micro um corretor à disposição. Alerta para equívocos, sugere alternativas.
Todos usam isso, escritores, jornalistas, professores – menos os pobres alunos.
E tem mais. Muitas vezes,
diante de uma dúvida – digamos, uma crase impertinente – recorro a antigos
colegas de faculdade. Além disso, antes de ser publicado, um texto é submetido
ao crivo severo de um revisor. Revisores já me salvaram de publicar
barbaridades.
E o aluno? Está em
total abandono. Deve escrever sobre algo que não escolheu e que talvez nem seja
do seu interesse e sobre o que não teve tempo de pesquisar. Deve estar atento às
armadilhas ortográficas e gramaticais. Além disso, ser capaz de algum brilho ou
graça no texto.
Certo estava meu
professor de física. Fórmulas devem estar disponíveis no quadro. No caso da
redação, permitir o uso dicionários e obras de consulta.
Quem souber pensar, escreverá
uma boa redação.
Assinar:
Postagens (Atom)


![[biblioteca_infinita_koelewijn.jpg]](https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiYd9w7rSZw1J8kolP34b88N69twsjFzKazvn5qJ3iKe7yRgoDtRlW1AL3uVeMGLcXQsvc1FyGhNd54dVZsEfaQUYEUCwsd4elwzeG0Rf3uijiVHxATeZ-ocWM6661EwOYFcUqwNC3oLZsy/s400/biblioteca_infinita_koelewijn.jpg)